HISTÓRIAS DE CAMINHONEIRO: qual o primeiro caminhão produzido no Brasil?

Você sabe qual foi o primeiro caminhão produzido no Brasil? E quando? Nesta nova série HISTÓRIAS DE CAMINHONEIRO, em homenagem ao Dia Estadual do Caminhoneiro, 30 de junho, e ao Dia do Motorista e Dia de São Cristóvão, 25 de julho, vamos contar episódios interessantes da jornada dos caminhoneiros no Brasil, mostrando a participação fundamental deles para o desenvolvimento do país. Mas temos que começar pelo começo. Então, qual foi o primeiro caminhão nacional? Você pode não saber exatamente o modelo, o nome, mas com certeza o conhece ou já viu a imagem dele em algum lugar. O primeiro caminhão fabricado no país foi Mercedes-Benz L-312, o famoso Torpedo, que saiu da linha de montagem em São Bernardo do Campo (SP) no dia 28 de setembro de 1956.

O Torpedo foi “feito no país a partir de componentes majoritariamente prensados, fundidos, forjados e injetados bem aqui, em solo brasileiro. Também era o primeiro a seguir os requisitos de nacionalização do governo federal, que exigia ao final de 1956 no mínimo 35% em peso do veículo, progredindo para 90% quatro anos mais tarde.”, conforme artigo do Planeta Caminhão.

 

L-312 da Mercedes-Benz: primeiro caminhão produzido no no Brasil.

L-312: O caminhão que deu início à saga da Mercedes-Benz no Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E antes?

Mas o Mercedes-Benz L-312 não foi o marco zero do caminhão no Brasil. Ele foi o primeiro caminhão majoritariamente nacional, mas antes houve produção com uma parte nacional e outra não.

O  Planeta Caminhão conta que, “depois do término da Segunda Guerra Mundial, jaziam jogadas às moscas as mega instalações da Fábrica Nacional de Motores, mais conhecida por FNM, prontinhas para produzir motores radiais aeronáuticos. Naquela altura havia milhares de motores sobrando por toda a parte, como excedente de guerra. Era preciso achar uma alternativa para que a estatal não fechasse as portas de vez. Na segunda metade dos anos 40, era enorme a carência de caminhões, após os anos de vacas magras da guerra, nos quais a produção automotiva civil foi simplesmente suspensa. Foi daí que surgiu a idéia de produzir um caminhão de 7,5 toneladas de capacidade, sob licença da italiana Isotta Fraschinni. O modelo D-7300 da FêNêMê viu a luz do dia em 1949, impulsionado por um 6 cilindros diesel de 7,3 litros e 100 cv. Diziam que tinha cerca de 1/3 das peças produzidas no Brasil. O resto vinha de navio da terra da pastasciutta.”

 

 

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