Palavra do Presidente: cooperação com universidade promove inovação

Em todos os lugares do mundo, a parceria entre empresas e escolas a cada dia se consolida como um manancial de ideias inovadoras e criativas. Neste contexto, nós da Valecap abrimos nossas portas para que alunos da USP, com sua visão diferenciada e livre de vícios corporativos, pudessem trazer novas maneiras de melhorar os processos, identificando gargalos e propondo soluções. Assim, todos saem beneficiados com a parceria: eles ganham a experiência do chão de fábrica e da vivência de uma operação real; e nós ganhamos com suas ideias criativas.

Neste ano, dois grupos de trabalho contribuíram com suas competências. Uma turma trabalhou dentro da linha de produção medindo e propondo ações para redução do tempo do processo. Em algumas áreas foi identificada uma grande variação de tempo de processo. Nessas áreas, eles buscaram alternativas para otimização do trabalho usando o processo kaizen (metodologia empresarial que permite baixar os custos e melhorar a produtividade), enquanto áreas sem variação inicialmente não tiveram tanta atenção.

Por meio da ferramenta Mapa de Fluxo de Valor, foi possível enxergar os desperdícios, além de identificar e priorizar os Kaizens. Através da análise, foram identificadas oportunidades de melhorias e de otimização em algumas delas:

  • Desperdício de movimento, que ocorre devido às idas e vindas desnecessárias dos operadores;
  • Desperdício de transporte, que ocorre quando há uma movimentação desnecessária de materiais e ferramentas;
  • Desperdício de talento, identificar potenciais talentos para dar cobertura ao processo desonerando o operador do setor;
  • Iluminação natural;
  • Supermercado de produção, uma seleção das bandas mais usadas alocadas ao lado do operador, sem o vai e vem no estoque, entre outras proposições.

Com base nos resultados, já iniciamos a aplicação das medidas sugeridas e até o final do ano esperamos colocar todas elas em prática.

Os alunos também trabalharam no estudo da viabilidade técnica para a implantação de uma miniusina de Biodiesel através de um levantamento na cidade. Eles buscaram subsídios para que tivéssemos um ambiente o mais realista possível e também para que, de posse deste cenário, pudéssemos optar ou não pela implantação dessa empreitada. Infelizmente todos os sete grupos que buscaram ao seu modo dados da nossa realidade chegaram à mesma conclusão: para que seja autossustentável, teríamos que ter maior escala e, portanto, este projeto foi postergado, por hora.

Já para o segundo semestre teremos mais um grupo de alunos desenvolvendo um trabalho para o aproveitamento do subproduto de nossa produção (pó, proveniente da raspagem dos pneus).

Esperamos com isso conseguir melhores resultados e assim levar ao mercado um trabalho cada vez mais profissionalizado e de maior qualidade, recheado de inovações e criatividade, mantendo-nos assim na vanguarda da reforma de pneus.

 

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